segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Quem não votou


Prazo para justificar ausência no segundo turno vai até 27 de dezembro
Publicado em 29/10/2018 - 14:10
Por Agência Brasil Brasília




Os eleitores que não compareceram ao local de votação neste domingo (28) e não justificaram a ausência no segundo turno ainda podem regularizar a situação eleitoral até dezembro. Os ausentes do primeiro turno, realizado em 7 de outubro, tem até de de dezembro para justificar por que não compareceram à votação. Para os que se ausentaram no segundo turno, o prazo vai até 27 de dezembro.


Quem não justificou ausência no 2º turno tem até 27 de dezembro para regularizar situação - Arquivo/Agência Brasil
A justificativa pode ser feita mediante o preenchimento de um requerimento disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve ser entregue pessoalmente em qualquer cartório eleitoral ou enviado por via postal ao juiz da zona eleitoral na qual é inscrito. Além do formulário, o eleitor deve entregar documentação que comprove a impossibilidade de comparecimento na votação.

Pela internet, o eleitor pode justificar a ausência usando o Sistema Justifica nas páginas do TSE ou dos tribunais regionais. No formulário online, o eleitor deve informar seus dados pessoais, declarar o motivo da ausência e anexar comprovante do impedimento para votar.


O requerimento de justificativa gerará um código de protocolo que permite ao eleitor acompanhar o processo até a decisão final do juiz da zona eleitoral. A justificativa aceita será registrada no histórico do eleitor no Cadastro Eleitoral.

Eleitores no exterior
Os brasileiros que estavam no exterior no dia da votação também deverão encaminhar o formulário de justificativa pós-eleição e a documentação comprobatória até 60 dias após o turno ou em 30 dias contados a partir da data de retorno ao Brasil.
Se estiver inscrito em zona eleitoral do exterior, o eleitor deverá encaminhar o requerimento diretamente ao juiz competente ou ainda entregar nas missões diplomáticas e repartições consulares localizadas no país ou enviar pelo sistema justifica.


Consequências
 O Tribunal Superior Eleitoral explica que a não regularização da situação com a Justiça Eleitoral deve pagar multa (por cada turno). O valor é definido pelo juiz eleitoral da região e varia de R$ 3,5 a R$ 35,10.  O eleitor faltoso também pode sofrer outras sanções, como impedimento para obter passaporte ou carteira de identidade para receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público.


A não justificativa impede ainda que o eleitor participe de concorrência ou administrativa da União, dos estados, Distrito Federal e municípios, além de inscrever em concurso público ou tomar posse em cargo e função pública.
Edição: Nádia Franco


sábado, 6 de outubro de 2018

Cordon Bleu


Escola de gastronomia Le Cordon Bleu é inaugurada no Rio
Dez alunos de baixa renda da rede pública ganharam bolsa de estudos
Publicado em 04/10/2018 - 12:56
Por Jéssica Antunes* Rio de Janeiro





A conceituada escola francesa de gastronomia Le Cordon Bleu inaugurou hoje (4) sua unidade no Rio de Janeiro. A sede carioca de dois andares fica em Botafogo, na zona sul, conta com seis cozinhas profissionais e um restaurante de aplicação. Presente em países como Inglaterra, Japão e Estados Unidos, a Le Cordon Bleu Rio é a segunda unidade no Brasil. A primeira foi inaugurada em São Paulo, em maio deste ano.

A grande novidade dessa unidade foi a oferta de dez bolsas de estudos integrais a alunos de baixa renda da rede pública estadual. A ação foi uma parceria entre a escola e o governo do Rio, por meio da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec).

“É um somatório de forças que vai possibilitar aos jovens que vão estudar aqui uma oportunidade única. É um curso que é caro para qualquer padrão do mundo e eles terão essa experiência gratuitamente. Vão sair chefes renomados, podendo até ensinar para outras pessoas”, reforçou o governador Luiz Fernando Pezão.

Os bolsistas foram avaliados por meio de provas objetivas de português, matemática e de um teste de aptidão técnica aplicado pelo instituto. Os aprovados já foram selecionados e iniciaram as aulas no curso Diplôme Cordotec, com 12 meses de duração. Para não bolsistas, o mesmo curso custa cerca de R$ 40 mil.

Aluno
Para Phelipe Ferreira, morador da comunidade de Manguinhos, zona norte do Rio, a bolsa na escola francesa é a realização de um sonho. “Eu sempre li sobre a Le Cordon Bleu, mas nunca imaginei que ela viria para o Brasil. Estar aqui hoje é me sentir realizado porque finalmente eu estou estudando onde eu sempre sonhei”, destaca o bacharel em gastronomia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para 2019, a Faetec e a Le Cordon Bleu estão preparando um novo edital que será lançado ainda este mês. A seleção escolherá mais bolsistas da escola pública que desejam realizar o curso de gastronomia no ano que vem.


*Estagiária sob supervisão de Vitor Abdala
Edição: Lílian Beraldo

domingo, 9 de setembro de 2018

Índios brasileiros







Únicas peças do acervo índígena do Museu Nacional estão em Brasília
As peças estão em exposição no Memorial dos Povos Indígenas
Publicado em 08/09/2018 - 12:00
Por Agência Brasil Brasília





As únicas peças que restaram de coleção do acervo antropológico do Museu Nacional do Rio de Janeiro estão em exposição, em Brasília, até o dia 16 de dezembro. A exposição Índios: Os Primeiros Brasileiros, em exibição no Memorial dos Povos Indígenas, reúne, segundo o curador da mostra João Pacheco, a única coleção restante do acervo antropológico de mais de 40 mil peças do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, consumido pelo incêndio de domingo passado (2). O incêndio destruiu a maior parte do seu acervo de 20 milhões de peças.

As peças não se perderam porque já estavam em exposição desde o dia 29 de agosto no Memorial dos Povos Indígenas. Entre os itens expostos, há uma série de imagens dos raríssimos Mantos Tupinambás e um conjunto de praiás (vestimentas rituais) do povo indígena Pankararu, maracás, arcos e flechas, cocares, todos de povos indígenas do Nordeste, como os Xucuru, Kiriri, Tupinambá e Fulniô.

 Exposição Índios: Os Primeiros Brasileiros, no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília - Valter Campanato/Agência Brasil

O professor de antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e curador da exposição João Pacheco comemora a sorte em ter os objetos integrando uma mostra fora do Rio. “Se o material não estivesse nessa exposição, provavelmente teria sido destruído também com o restante da coleção. É o que resta de memória das atividades antropológicas do Museu Nacional", disse.

Pacheco disse que a coleção em exposição foi reunida por ele dentro de um projeto de pesquisa. “O aspecto muito triste é que essa é a única coleção que restou de todo o acervo do Museu Nacional. Todo material foi destruído, todo nosso acervo. Quarenta mil peças de todos os povos indígenas do Brasil, peças de mais de 100 anos, recolhidas por viajantes no tempo do Brasil Império, peças mais recentes, material do Brasil, África e Oceania. Material arqueológico muito precioso também foi perdido”, destacou.

Segundo o professor, algumas peças que não vieram para Brasília ficaram guardadas em um galpão anexo ao museu. “Essas peças também se salvaram”, disse.

 Exposição Índios: Os Primeiros Brasileiros, no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília - Valter Campanato/Agência Brasil

Entre as peças em exposição, Pacheco destaca os praiás, que representam seres encantados para os índios Pankararu. “Os seres encantados ocupam essas regiões e vêm para participar das festas dos indígenas. São figuras referenciais para a vida dos Pankararu. Eles usam como usamos o crucifixo. É um elemento de proteção do corpo e da vida de cada um dos indígenas Pankararus”, explicou.

As imagens e documentos expostos permitem que o público viaje pela história do Brasil e dos povos indígenas. A maior parte do acervo traz registros sobre os povos da Região Nordeste e retrata a colonização, as narrativas indígenas e os desafios atuais.

A exposição já foi vista por um público estimado em mais de 230 mil visitantes de seis cidades: Recife, 2006 e 2007; Fortaleza, 2008; Rio de Janeiro, 2010; Córdoba-Argentina, 2013; Natal, 2014; e Salvador, 2016-2017.

Serviço:
Horários de visitação : aberto para visitação de 29 de agosto a 16 de dezembro, de terça-feira a sexta-feira, das 9h às 17h. Sábados e domingos das 10h às 17h.
Saiba mais
Edição: Fernando Fraga